fbpx

A Blocktime Coworking está dividida em duas unidades, Coworking Heroes, voltada ao público da economia colaborativa e a Coworking Saúde e Bem-Estar, para os profissionais da área.

Coworking Heroes:
Rua Galeno de Almeida, 188 – São Paulo

Contato:
coworking@blocktime.com.br
+55 11 3055-3400

Nossa sede está a 150 metros do Metrô Sumaré.

Coworking Saúde e Bem-Estar:
Rua Artur de Azevedo, 289 – São Paulo

Contato:
contato@blocktime.com.br
+55 11 3062-5824

Próximo a estação de Metrô Oscar Freire.

Liderança feminina: saiba a importância e conheça exemplos inspiradores

Imagem mostra mulher, líder em empresa, em sala privativa

Liderança feminina: saiba a importância e conheça exemplos inspiradores

Apesar das adversidades diárias, o protagonismo feminino já é uma realidade

Em pleno ano de 2021, falar sobre o protagonismo feminino no mercado de trabalho, ou em qualquer área, não deveria ser novidade para ninguém. Mas, infelizmente, o assunto pode ainda ser um tabu para muitas pessoas.

A Blocktime Coworking defende a igualdade de gênero e entende que temas como esse precisam ser colocados em roda e discutidos, sempre com o objetivo de desenvolvimento e evolução da sociedade. Bora evoluir?

Imagem mostra 3 mulheres sentadas com notebook no colo conversando

Um pouco de contexto

A luta pela igualdade acontece desde a Revolução Francesa. Mas foi na década de 1960 que as pautas feministas foram levadas em consideração pela sociedade. De lá para cá, a liderança feminina cresce cada vez mais. Nos últimos anos, muitas mulheres, enfim, podem ser consideradas protagonistas no mercado de trabalho. 

Mas o “lugar ao sol” só foi conquistado após muitas batalhas que ainda permanecem. Uma delas é a igualdade salarial entre homens e mulheres. Muitas empresas ainda adotam a postura de pagar mais para os homens, mesmo com funções de trabalho equivalentes das colegas do gênero oposto. 

Essa realidade é tão preocupante que, somente em 2018, a Islândia foi o primeiro país do planeta a impor igualdade salarial entre os dois gêneros, algo que deveria ser de senso comum para todos.

O pequeno país escandinavo, com pouco mais de 350 mil habitantes, obriga todas as empresas que tenham mais de 25 funcionários a comprovar as políticas de igualdade salarial junto ao governo. Caso isso não ocorra, a empresa estará sujeita a pagar pesados encargos e multas estratosféricas.  

Não é por menos que a Islândia encabeça o ranking entre as 144 nações do Fórum Econômico Mundial como o país que mais respeita a igualdade entre os sexos. O Brasil, por sua vez, nunca superou a 60ª posição. Só para se ter uma ideia do quanto estamos atrasados, no relatório divulgado em 2017, o Brasil ocupava apenas a 90ª colocação desse mesmo ranking. 

 

A liderança feminina no Brasil

No mercado de trabalho brasileiro ela ainda é vista como algo absurdo (pasme) para muitos trabalhadores. Segundo pesquisa da “Atitudes Globais pela Igualdade de Gênero”, realizada em 2019, 3 em cada 10 pessoas no Brasil confessaram sentir desconforto em se reportar a uma mulher em cargo de chefia. E isso inclui tanto a opinião de homens, quanto das mulheres. O que torna as coisas ainda mais preocupantes. 

Essa percepção da liderança feminina pode ser encontrada em outros países de histórico machista como a índia, a Malásia e a Coreia do Sul. Apesar desses dados, a liderança feminina no Brasil cresce de forma exponencial, embora menor se comparado a outras nações.

Tal dado pode ser comprovado por meio de uma pesquisa da International Business Report (IBR) – Woman in Business 2019, em que destaca o percentual de mulheres em cargos de liderança em pelo menos 93% das empresas participantes. O valor é significativo já que, na pesquisa anterior, a porcentagem girava em torno de 61%.

Nesse mesmo levantamento ficou constatado um outro índice negativo. Quanto mais importante o cargo dentro da empresa, menor é a participação de mulheres. Apenas 15% das empresas brasileiras possuem a liderança feminina no topo. 

 

Mulheres inspiradoras 

No cenário mundial, principalmente em países desenvolvidos, a presença de mulheres no topo é uma realidade inspiradora. A francesa Christine Lagarde, por exemplo, está à frente do Banco Central Europeu, instituição que toma os rumos da economia mundial.  

A estadunidense Kamala Harris, vice-presidente dos EUA, foi fundamental para a vitória de Joe Biden, atual majoritário da nação mais poderosa do mundo.  

Já Melinda Gates, recém divorciada de Bill Gates, também é outro exemplo de liderança, já que se responsabiliza pelas ações filantrópicas da Fundação que leva o seu próprio nome e do seu ex-marido.  

Até a plataforma de vídeos mais influente do planeta, o YouTube, é presidida por uma mulher. No caso, Susan Wojcick, a americana responsável por todos os rumos do poderoso site de vídeos. 

São tantos exemplos de mulheres inspiradoras que jamais caberiam neste  artigo. E, apesar de estar na retaguarda mundial, o Brasil também conta com grandes líderes femininas. 

Podemos destacar Andrea Marques de Almeida, atual diretora de finanças da Petrobras, que inclusive está entre as mulheres mais poderosas do mundo da lista da Forbes. Ou até mesmo Luiza Trajano, presidente da Magazine Luiza, que é também uma das mulheres mais ricas do Brasil.  

Imagem mostra 2 mulheres sentadas em sala de reunião conversando

Competências  

Os inúmeros exemplos mostram que o protagonismo feminino é uma realidade, ainda que em pequena escala. Há quem afirme ainda que algumas competências são melhores desenvolvidas por elas. 

Nos relacionamentos interpessoais, por exemplo, a consagrada Duke University concluiu por meio de uma pesquisa que as mulheres possuem mais capacidade em lidar com conflitos dentro do espaço corporativo. Depois de várias experimentações e apontamentos, chegou-se à conclusão que mulheres à frente das empresas são mais admiradas que os homens e, inclusive, vistas como melhores líderes. 

A capacidade de decisão estratégica em negociações também é um requisito essencial onde as mulheres superam os homens. Pelo menos é o que a McMaster University destaca em um estudo que aponta uma maior habilidade empática na hora de avaliar cenários estratégicos durante alguma negociata.

Outro diferencial que se sobressai entre as mulheres é a competência diante do olhar inclusivo. Líderes femininas são mais aptas a acrescentar novas visões à empresa ou instituição que estão à frente. Ou seja, possuem mais habilidades em solucionar problemas antigos, sob uma ótica inédita, jamais idealizadas por colegas do sexo oposto. 

 

Realidade presente 

Claro que para tudo existem exceções. Mas é importante reforçar que o protagonismo feminismo não é uma mera tendência. É uma realidade que, cada vez mais, toma espaço dentro do universo corporativo. Que bom! Ainda mais nas últimas décadas, em que o “machismo social” perde força graças às pautas de igualdade de gênero, levantadas exaustivamente. 

Não só o Brasil, mas também a América Latina, continente historicamente mais sexista, apresenta dados otimistas sobre as lideranças femininas. Seja nas empresas, na política, no meio acadêmico ou à frente de renomadas instituições.  

Apesar de todos os esforços, existe muito caminho a ser percorrido em busca da igualdade de gêneros. E, infelizmente, essa realidade, por mais otimista que seja, ainda precisa ser firmada e adaptada por muitas pessoas que não se desvencilharam de pensamentos atrasados sobre a importância da mulher. 

Puxamos essa pauta para levar reflexão a todos. Nós da Blocktime, acreditamos que conhecimento é para ser compartilhado e juntos, podemos fazer um mundo melhor. 

Para continuar acompanhando nossos conteúdos sobre coworkings, mercado de trabalho e muito mais, continue seguindo nosso blog. Abraços virtuais!


João Marcos Guirau

Graduado em Arquitetura e Urbanismo pelo SENAC SP, é fundador da Blocktime Coworking e sócio do grupo Blocktime, referência em operação e otimização de escritórios. Entusiasta da economia compartilhada, participa ativamente de grupos relacionados ao tema e adquiriu conhecimento e expertise em arquitetura e design para coworkings, sendo responsável pela gestão operacional dos espaços. Atua, desde 2015 como organizador do Encontro Coworking Brasil e apoiador de muitas das iniciativas relacionadas a este universo, está sempre buscando mais conhecimento sobre novas formas de trabalho, participando frequentemente de conferências internacionais sobre o tema.